Um poema aos solos!

SOLO TRISTE
Goretti Albuquerque

Se te sentes tão fraquinho
Pensando em desanimar
Pede ao homem consciência
E em tudo melhorar
Salva os teus nutrientes
Que estão tentando levar

Solo que nos dá fartura
Põe na mesa o alimento
Pra tanta gente fartar
Exiges conhecimento
Do homem que traga a terra
Deixando-a no esquecimento

Pedes para a natureza
Ser compassiva contigo
E que ensine ao próprio homem
A não ser seu inimigo
Tira de ti, seu sustento
Mas é um ser pervertido

Solo do agreste sertão
Castigado pela seca
Espera a chuva já vem
Muito em breve não te esqueças
Os botõezinhos em flor
Brotarão, não te esmoreças

Faz brotar a erva daninha
Também os lírios do campo
Cobre a relva e toda a terra
Com resplendor e encanto
Se o homem não te cuidar
Em breve virá seu pranto
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